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Insights

Engenharia · 4 min de leitura

Ser citado pelo ChatGPT e pelo Claude.

Cada vez mais clientes perguntam ao ChatGPT antes de comprar. Como escrever páginas de produto que os assistentes citam: factos, perguntas reais, entidades.

André
Fundador e CTO · 28 jul 2026

Cada vez mais pesquisas de produto começam com uma pergunta ao ChatGPT, ao Claude ou a outro assistente, e não numa caixa de pesquisa. “Que camisa de linho aguenta bem as lavagens?” “Esta liquidificadora faz muito barulho?” O assistente responde num parágrafo e, às vezes, diz de onde tirou a resposta. A pergunta é se essa fonte és tu.

A otimização para motores generativos é o trabalho de fazer da tua página a fonte citada. Não é um truque novo. Na maior parte, é escrever páginas de produto como falaria um bom vendedor de loja: com clareza, com precisão e sem esconder os factos.

Como um motor de respostas lê a tua página

Um motor de pesquisa ordena páginas. Um motor de respostas monta uma resposta com pedaços de páginas, e cita os pedaços em que confia. Isso muda o que é uma boa página.

Prefere frases que se podem tirar do contexto e continuam a fazer sentido. Prefere um facto dito uma vez, com clareza, a um facto sugerido por adjetivos. Prefere fontes que dão sempre o mesmo nome às coisas, para ter a certeza de que o produto da tua página é o mesmo de que fala uma análise. E lê a estrutura: títulos, listas, tabelas e dados estruturados ajudam-no a encontrar o pedaço de que precisa.

Nada disto substitui o SEO clássico. Uma página que não está indexada, que é lenta ou sem links a apontar para ela nem sequer é lida. Pensa nisto como um chão e um teto: os motores de pesquisa são o chão, os motores de respostas são o teto.

Seis hábitos das páginas que são citadas

  1. Diz os factos às claras. Material, dimensões, peso, cuidados, compatibilidade, garantia, origem. Em frases, com unidades, e não só numa imagem com a tabela de especificações.
  2. Escreve parágrafos com forma de resposta. Abre cada secção com a resposta direta numa frase, e explica depois. A primeira frase é a que tem mais hipóteses de ser citada.
  3. Junta perguntas e respostas reais. Usa as perguntas que os clientes fazem de facto, tiradas de tickets de suporte e de avaliações. Cada uma com uma resposta curta e completa.
  4. Cria páginas de entidade. Uma página para a marca e uma para cada categoria, a dizer o que são, para quem são e em que se distinguem. Os motores de respostas usam-nas para perceber onde encaixa um produto.
  5. Usa dados estruturados. Marcação de produto, oferta, avaliação e perguntas frequentes que bata certo, palavra a palavra, com o texto visível. Uma marcação que contradiz a página faz mais mal do que nenhuma.
  6. Mantém os nomes iguais. O mesmo nome de produto, de marca e de categoria na página, no feed, na marcação e em todas as línguas.

Escreve a frase que gostavas que um assistente citasse sobre ti.

Um parágrafo de produto, antes e depois

A maioria dos catálogos está cheia de parágrafos assim:

Antes: “Descobre um estilo descontraído com a nossa camisa icónica. Feita com tecidos premium para um conforto que dura o dia inteiro, é a peça perfeita para qualquer guarda-roupa. Eleva o teu visual nesta estação.”

Não há nada que um assistente possa citar. Nem material, nem corte, nem cuidados. Nada que responda a uma pergunta.

Depois: “Esta camisa é feita de 100% linho europeu, com corte descontraído e bainha direita, pensada para usar por fora das calças. Pode lavar-se na máquina a 30 °C e fica mais macia a cada lavagem. Veste o tamanho habitual; se estiveres entre dois tamanhos, escolhe o mais pequeno para um corte mais justo.”

A segunda versão não perde encanto. Ganha utilidade, e cada frase responde a uma pergunta que alguém já fez. (A camisa e os detalhes são uma ilustração, não um produto real.)

Fazer isto para milhares de produtos

Escrever assim à mão funciona para dez produtos. Não funciona para um catálogo que muda todas as semanas.

No sistema de marketplace que construímos, um estúdio de produto escreve os textos de produto, categoria, marca e página, com conteúdo para SEO e para pesquisa com IA, em quatro línguas. Trabalha a partir dos dados do fornecedor e do catálogo, não da imaginação. As páginas de entidade de marca e de categoria saem da mesma forma, por isso os nomes batem certo em todo o lado.

Uma pessoa continua a rever o que vai para o ar. O trabalho do estúdio é tornar a versão cuidada a versão por defeito, não publicar sem ninguém olhar.

O que não controlas

Ninguém decide o que um assistente cita. Os modelos mudam, as fontes variam e a mesma pergunta pode ter respostas diferentes em dias diferentes. Quem te promete uma posição no ChatGPT está a prometer algo que não controla.

O que controlas é se as tuas páginas merecem ser citadas. Testa os teus produtos principais da forma mais simples: faz aos assistentes as perguntas que os teus clientes fazem, e vê de quem são as frases que aparecem. Se não forem tuas, a correção costuma estar na página.

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O André é o fundador e CTO da WizardingCode. Oito anos a construir o software em que as empresas assentam, agora a pôr agentes em produção.

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